É a primeira noite.
Ela está sentada na sala, como sempre.
A tv desligada. O som, também.
O computador está "morto"
O diário está mudo sobre a mesa.
A janela e a porta estão fechadas.
Ela está cansada, distraída,
não espera com ansiedade a noite.
É a rotina de todos os dias,
chegar naquela encruzilada,
totalmente perdida.
"E o futuro o que eu tenho pra fazer...
O que tem seu Pablo pra fazer,
o que tem cada leitor pra fazer
e por que eles também se aproximam de Dona
Joanita.
O que querem ver... afinal tudo de bom
já está nos outdoors,
entregues à embriagues dos olhos,"
O que podem eles encontrar
nesta Dona Joanita qualquer...
Seu Pablo põe seus óculos escuros
que veem através das paredes,
Uma parede da Central de Inteligência,
que permite esta loucura friamente.
Assim, seus leitores se comportam,
atras da mesma parede,
a convite especial esperar que ocorra
um fenômeno do tipo para normal,
ou anormal, ou normal até demais,
que eles possam apreciar de camarote.
Nada de real está acontecendo naquela sala,
a menos que alguém entre os convidados,
- os leitores - ou o próprio seu Pablo
consiga ver os pensamentos soltos, desembaralhados.
Aí está o deseafio... quem verá... o que verá...
porque verá...
Ela levanta calmamente por que sabe
que não está só.
E por falar na morte, na sorte, ela fez suas escolhas,
de bem sucessida, à perseguida,
ramo por ramo, fruto por fruto, folha por folha,
E suporta que eles a despojem
dos malefícios próprios que ela nem conhecia...
mas que quando impregnados
de mãos sujas e dedos crueis, surgiam!
E ela viu que na beira do mar
tinha uma mulher chorando,
como se o choro pudesse afagar a dor...
Abriu a porta da casa e saiu
em direção ao mar, como se alguém a chamasse.
Já era quase escuro... seu Pablo, também saiu.
pegou seus óculos, seus todos leitores, e a seguiu.
O mar era longe, mas não impossível nem invisivel.
Não demorou nada a mulher que chorava
apareceu... estava triste, o mar também estava.
Por que chorava. O que fez de seus dias
de vida que a fizesse chorar...
Joanita ficou alheia, imóvel às lágrimas e ao desespero,
O erro deve ter sido fatal e certeiro,
deve ter sido irremediavel.
Sentou-se na areia, e sentia perfeitamente
o caldo quente do mar a lamber seus pés.
Não é fácil sustentar a si mesma,
e toda mesquinharia, diante do mar,
diante daquele supremo poder.
Se quisesse o mar a levaria sem resistência.
Esperou que a pessoa que sofria viesse e ela veio.
Cheia de muitas lágrimas,
Não duvidou um só instante,
de que aquela era a pessoa certa,
para expor seu delirio de criatura errante.
E as duas almas ali se pareiam.
Postado por Astrologia e tarot às 06:53 0 comentários
Ela está sentada na sala, como sempre.
A tv desligada. O som, também.
O computador está "morto"
O diário está mudo sobre a mesa.
A janela e a porta estão fechadas.
Ela está cansada, distraída,
não espera com ansiedade a noite.
É a rotina de todos os dias,
chegar naquela encruzilada,
totalmente perdida.
"E o futuro o que eu tenho pra fazer...
O que tem seu Pablo pra fazer,
o que tem cada leitor pra fazer
e por que eles também se aproximam de Dona
Joanita.
O que querem ver... afinal tudo de bom
já está nos outdoors,
entregues à embriagues dos olhos,"
O que podem eles encontrar
nesta Dona Joanita qualquer...
Seu Pablo põe seus óculos escuros
que veem através das paredes,
Uma parede da Central de Inteligência,
que permite esta loucura friamente.
Assim, seus leitores se comportam,
atras da mesma parede,
a convite especial esperar que ocorra
um fenômeno do tipo para normal,
ou anormal, ou normal até demais,
que eles possam apreciar de camarote.
Nada de real está acontecendo naquela sala,
a menos que alguém entre os convidados,
- os leitores - ou o próprio seu Pablo
consiga ver os pensamentos soltos, desembaralhados.
Aí está o deseafio... quem verá... o que verá...
porque verá...
Ela levanta calmamente por que sabe
que não está só.
E por falar na morte, na sorte, ela fez suas escolhas,
de bem sucessida, à perseguida,
ramo por ramo, fruto por fruto, folha por folha,
E suporta que eles a despojem
dos malefícios próprios que ela nem conhecia...
mas que quando impregnados
de mãos sujas e dedos crueis, surgiam!
E ela viu que na beira do mar
tinha uma mulher chorando,
como se o choro pudesse afagar a dor...
Abriu a porta da casa e saiu
em direção ao mar, como se alguém a chamasse.
Já era quase escuro... seu Pablo, também saiu.
pegou seus óculos, seus todos leitores, e a seguiu.
O mar era longe, mas não impossível nem invisivel.
Não demorou nada a mulher que chorava
apareceu... estava triste, o mar também estava.
Por que chorava. O que fez de seus dias
de vida que a fizesse chorar...
Joanita ficou alheia, imóvel às lágrimas e ao desespero,
O erro deve ter sido fatal e certeiro,
deve ter sido irremediavel.
Sentou-se na areia, e sentia perfeitamente
o caldo quente do mar a lamber seus pés.
Não é fácil sustentar a si mesma,
e toda mesquinharia, diante do mar,
diante daquele supremo poder.
Se quisesse o mar a levaria sem resistência.
Esperou que a pessoa que sofria viesse e ela veio.
Cheia de muitas lágrimas,
Não duvidou um só instante,
de que aquela era a pessoa certa,
para expor seu delirio de criatura errante.
E as duas almas ali se pareiam.
Postado por Astrologia e tarot às 06:53 0 comentários
A mulher disse: Preciso falar com minha mãe!
Me ajude... não posso viver sem esta condição.
Por que não fala... perguntou Joanita.
Ela morreu. E quero, preciso falar com ela.
Ah, o que de novo encontrou no seu dia
que possa tanto importar a quem já morreu...
que já não havia encontrado antes...
Encontrei no meu dia uma necessidade
imensa de pedir perdão a minha mãe.
A fiz sofrer impiedosamente.
sem sequer perceber a afastei de mim
para sempre.
Amei e me apaixonei pelo amor,
um amor profundamente orgulhoso e poderoso,
tal amor que era bom e rico,
trouxe-me a fortuna e a boa sorte,
Toda alegria deste mundo.
Comprei terras, fazendas, lindas e produtivas,
era o orgulho de minha familia,
totalmente bem sucessida e feliz...
Mas tantos outros irmãos e irmãs e amigos e conhecidos
foram propositalmente por mim esquecidos,
porque eram derrotados, sob o meu ponto de vista
mal sucedidos.
Já no norte, distante de todos, cobiçei
furtar ou roubar os meus pais de seu mundo,
subtraí-los de todos, inclusive
de um irmão meio retardado, quase moribundo.
A riqueza fazia todos os meus propósitos parecerem justos.
Uma melhor vida aos meus pais, na hora da velhice,
muito conforto, carinho porque eu os amava demais,
Mas a corja dos meus irmãos se revoltou
e declararou guerra a minha intenção e boa ação...
Mas os velhos que tinham muitos filhos,
eram também os meus pais e me amavam
tanto quanto os outros e me aproveitei de suas fraquezas humanas.
Papai e mamãe deixaram no sul toda sua familia.
filhos e netos e uma enorme parentalia e vieram para o norte,
disseram aos meus irmãos, inclusive aquele que minha mãe,
chamava de filho do rei, não sei porque,
ele nem raciocinava, e isto me dava uma sensação de grande abandono
e carencia, que voltariam... Foram apenas passear.
Meus irmãos me disseram profeticamente:
Papai e mamãe morrerão por sua causa,
o norte é muito quente.
A ausência dos filhos pode mata-los.
Eles vieram bem felizes. O norte é lindo para pessoas como eu.
Para alguns é o inferno,
e costumava pensar que quem sofre, merece,
e nunca pensei isto sozinha,
filosofavámos sobre o sofrimento alheio
o que aliás é muito comum e muito feio.
Antes de meus pais, deixarem o sul disse-lhes:
Chegando lá, meu pai e minha mãe,
podem me pedir o que quiser,
um bom pedaço de minhas terras será para sempre de vocês.
Pode escolher, tudo é lindo, a fazenda é um paraiso sem limites.
O meu amor, concordou comigo,
Eramos todos muito felizes.
E achavamos justos dar este amor e esta riqueza
aos meus pais que sempre lutaram
por minha causa e pelos outros filhos também.
Uma casa nova, bem na colina, ao pé uma serra,
de onde vinha uma água límpida,
fruto pão, muito mais que bom, fruto vida da terra.
Tudo perfeito meus pais não se cansavam de admirar
nossa riqueza e nossa felicidade,
estavam encantados,
enquanto no sul, todos meus irmãos revoltados praguejavam.
Queriam os pais de volta,
era na verdade, a única riqueza da qual eles se gabavam.
Eu estava muito feliz passou um ano inteiro,
e já nem de meus irmãos tinha noticias.
Então papai muito sério veio a nossa casa
conversar sobre uma antiga promessa:
Minha filha, você nos disse que quando aqui chegássemos,
poderíamos escolher qualquer pedaço de suas terras
e você nos daria! Conheci muito bem suas fazendas,
e já escolhemos o pedaço que queremos:
Fiquei muito alegre: Fala pai, qual pedaço que querem...
Eu quero o pedaço da mima, que fica um pouco acima de nossa casa,
A mina de água sagrada água, que abastecia toda nossa fazenda,
nossa produção de alimentos e gados!
Olhei para meu pai e gelei: As terras onde estão as fontes de água,
de toda nossa fazenda, onde nasce o rio, formam os lagos,
não é possível, papai, que você queira justamente este pedaço,
o único em todas as nossas terras que não podemos lhes dar.
O velho rindo disse... pode sim. Vocês prometeram...
E é tudo que queremos de todas suas terras.
Meu marido revoltado berrou... Quando se dá a mão,
o cão lambe, mas este teu pai... me envergonha...
Como pode pensar que vou dar a eles, a um casal de velhos,
estupidos e na hora da morte,
a fonte de água de todos meus rios...que faz tudo florescer por aqui,
mãe de todas nossas riquezas e nossas belezas...
nem depois de morto...
Estamos em guerra. Meus pais não arredaram os pés de sua intenção
de nos tirar a fonte de água de nossa fazenda.
Eu não entendia e berrava com ele que se quisesse
poderia ir embora, agora,
que não precisava mais me chamar de filha,
as fontes de água, eles não nos tirariam.
Postado por Astrologia e tarot às 07:5
Me ajude... não posso viver sem esta condição.
Por que não fala... perguntou Joanita.
Ela morreu. E quero, preciso falar com ela.
Ah, o que de novo encontrou no seu dia
que possa tanto importar a quem já morreu...
que já não havia encontrado antes...
Encontrei no meu dia uma necessidade
imensa de pedir perdão a minha mãe.
A fiz sofrer impiedosamente.
sem sequer perceber a afastei de mim
para sempre.
Amei e me apaixonei pelo amor,
um amor profundamente orgulhoso e poderoso,
tal amor que era bom e rico,
trouxe-me a fortuna e a boa sorte,
Toda alegria deste mundo.
Comprei terras, fazendas, lindas e produtivas,
era o orgulho de minha familia,
totalmente bem sucessida e feliz...
Mas tantos outros irmãos e irmãs e amigos e conhecidos
foram propositalmente por mim esquecidos,
porque eram derrotados, sob o meu ponto de vista
mal sucedidos.
Já no norte, distante de todos, cobiçei
furtar ou roubar os meus pais de seu mundo,
subtraí-los de todos, inclusive
de um irmão meio retardado, quase moribundo.
A riqueza fazia todos os meus propósitos parecerem justos.
Uma melhor vida aos meus pais, na hora da velhice,
muito conforto, carinho porque eu os amava demais,
Mas a corja dos meus irmãos se revoltou
e declararou guerra a minha intenção e boa ação...
Mas os velhos que tinham muitos filhos,
eram também os meus pais e me amavam
tanto quanto os outros e me aproveitei de suas fraquezas humanas.
Papai e mamãe deixaram no sul toda sua familia.
filhos e netos e uma enorme parentalia e vieram para o norte,
disseram aos meus irmãos, inclusive aquele que minha mãe,
chamava de filho do rei, não sei porque,
ele nem raciocinava, e isto me dava uma sensação de grande abandono
e carencia, que voltariam... Foram apenas passear.
Meus irmãos me disseram profeticamente:
Papai e mamãe morrerão por sua causa,
o norte é muito quente.
A ausência dos filhos pode mata-los.
Eles vieram bem felizes. O norte é lindo para pessoas como eu.
Para alguns é o inferno,
e costumava pensar que quem sofre, merece,
e nunca pensei isto sozinha,
filosofavámos sobre o sofrimento alheio
o que aliás é muito comum e muito feio.
Antes de meus pais, deixarem o sul disse-lhes:
Chegando lá, meu pai e minha mãe,
podem me pedir o que quiser,
um bom pedaço de minhas terras será para sempre de vocês.
Pode escolher, tudo é lindo, a fazenda é um paraiso sem limites.
O meu amor, concordou comigo,
Eramos todos muito felizes.
E achavamos justos dar este amor e esta riqueza
aos meus pais que sempre lutaram
por minha causa e pelos outros filhos também.
Uma casa nova, bem na colina, ao pé uma serra,
de onde vinha uma água límpida,
fruto pão, muito mais que bom, fruto vida da terra.
Tudo perfeito meus pais não se cansavam de admirar
nossa riqueza e nossa felicidade,
estavam encantados,
enquanto no sul, todos meus irmãos revoltados praguejavam.
Queriam os pais de volta,
era na verdade, a única riqueza da qual eles se gabavam.
Eu estava muito feliz passou um ano inteiro,
e já nem de meus irmãos tinha noticias.
Então papai muito sério veio a nossa casa
conversar sobre uma antiga promessa:
Minha filha, você nos disse que quando aqui chegássemos,
poderíamos escolher qualquer pedaço de suas terras
e você nos daria! Conheci muito bem suas fazendas,
e já escolhemos o pedaço que queremos:
Fiquei muito alegre: Fala pai, qual pedaço que querem...
Eu quero o pedaço da mima, que fica um pouco acima de nossa casa,
A mina de água sagrada água, que abastecia toda nossa fazenda,
nossa produção de alimentos e gados!
Olhei para meu pai e gelei: As terras onde estão as fontes de água,
de toda nossa fazenda, onde nasce o rio, formam os lagos,
não é possível, papai, que você queira justamente este pedaço,
o único em todas as nossas terras que não podemos lhes dar.
O velho rindo disse... pode sim. Vocês prometeram...
E é tudo que queremos de todas suas terras.
Meu marido revoltado berrou... Quando se dá a mão,
o cão lambe, mas este teu pai... me envergonha...
Como pode pensar que vou dar a eles, a um casal de velhos,
estupidos e na hora da morte,
a fonte de água de todos meus rios...que faz tudo florescer por aqui,
mãe de todas nossas riquezas e nossas belezas...
nem depois de morto...
Estamos em guerra. Meus pais não arredaram os pés de sua intenção
de nos tirar a fonte de água de nossa fazenda.
Eu não entendia e berrava com ele que se quisesse
poderia ir embora, agora,
que não precisava mais me chamar de filha,
as fontes de água, eles não nos tirariam.
Postado por Astrologia e tarot às 07:5
Dias de guerra, de palavras e mal querência
ofenças absurdas, o pai numa noite
sem estrela, morreu na casa nova da colina...
próximo a fonte dagua. (todos os vivos, morrem)
pode ser que morram tristes
por não conseguirem isto ou aquilo,
mas muitas coisas, conseguiram e
delas vão se lembrar.
Todos sofreram... muito mais, aquela filha
Muito mais a mãe dela, os filhos e todos
tinham culpa e sentiam, isto.
A morte nunca vem sozinha,
assim como a vida...alguém acaba participando.
Os dias de luto passaram,
e logo todos esqueceram. Menos a mãe, a filha...
Disse a filha: Mãe, você perdoa, pela morte do papai,
você compreende que eu não podia fazer nada,
não tinha como doar a fonte de água para ele.
A mãe respondeu serenamente: Perdoo sim, minha
filha, desde que você faça a vontade do seu pai
e cumpra sua promessa, me doe as terras da fonte,
era o único desejo do seu pai, em vida.,,
E o leitor percebeu que a guerra recomeça.
A mãe quer a fonte que já levou o pai.
Porque será que a fonte dos desejos
não fecha, mesmo diante do perigo...
Os dias passaram e a filha não fez a absurda vontade dos pais.
correu o risco...
continuou um clima triste e de desafio,
muito alem de qualquer racionalidade.
No mesmo ano, a mãe morreu... já não olhava
mais nos olhos da filha, enquanto pensava.
e seu pensamento mesmo depois de morta,
continuava intacto... queria a fonte...
morreram de pirraça, de teimosia pensava a filha
no âmago de sua sorte.
Vieram a fúria dos irmãos e da consciência.
E de repende tudo parece que ia por água abaixo,
5 anos passados estavam pobre e enlouquecidos,
doentes e sem esperança. Parecia Jo renascido
em suas tristes lembranças.
A fazenda abandonada e invadida,
por vândalos, pelos próprios irmãos e conhecidos,
que nada construiam, só destruiam.
Davam-lhes esmolas, enquanto eles vendiam
tudo mas tudo acaba depressa e logo nada resta
se não a estrada outra vez...
Ela voltou para o sul...uma lembrança em sua mente,
das terras onde seus pais eram felizes,
procurava mesmo isto em suas memórias,
para consolo e nada mais.
E o resto tudo abandonou de vez...
mas nem sempre se morre porque causa do que se fez...
às vezes, se tem que suportar as consequências.
Joanita não teve dúvidas, diante da insistência
da Mulher que sofria, pedindo para que ela questionasse sua mãe morta
sobre o perdão...
Não se trata de piedade pois tais problemas ou semelhantes
são problemas de todos, principalmente
quando se perde um ente querido ou quando
se tem de deixa-los...!
Você pode falar com os mortos... disse a mulher!
Posso, respondeu Joanita, todos podem, cocluiu, e sabem disto.
Mas assim como eu, ninguém sabe a resposta.
Se os mortos querem e podem falar com os vivos.
Insistiu a mulher: É só um um SIM, de perdão,
não preciso mais nada, que me diga sim...
consiga um sim pra mim... sim.
Joanita entendeu que a situação era muito mais grave,
e pensou como se pensasse para si mesmo,
como se precisasse também daquele sim.
Está bem, vou tentar... Conhece o Arcanjo Gabriel...
Pois ele é especialista em midias e boas novas,
porta voz milenar em comunicação de coisas impossíveis
e possui autoridade sobre uma legião de anjos,
especialmente os anjos da guarda,
cada um tem o seu...!!!!!!!!!!!!
Quem sabe o Arcanjo possa te ajudar. Um simples sim!
Mas como vou compreender este sim, disse a mulher,
agora mais tranquila.
Função básica de anjo numa situação desta...
O que um anjo faria, aliás o que ainda fazem hoje...
"Tocam trombeta" linguagem brilhante e de facil entendimento"
Vamos combinar uma senha...
Se sua mãe a perdoou um anjo, amanha , tocará uma trombeta
em sua janela, certo... assim, agora você irá para casa
e esperará o amanhã, com este anjo, lhe dando boas novas.
Pareceu uma grande idéia, as duas estavam animadas, aparentemente.
Amanhã era o dia de natal,
onde se tem um tempo mágico para dar, receber e desembrulhar presentes,
para compartilhar alegrias do coração e esperanças.
Se tem mágica para papai noel... tem mágica
para outras vidas paralelas, tais como anjos,
tão amados e tão invocados na guarda e proteção
de nossas pessoas, em nossas ladainhas e rezas
jamais duvidamos deles.
No dia de natal... foi muito facil para o Arcanjo Gabriel
Aproveitou-se da euforia dos presentes e mandou seu anjo ao trabalho.
Manhã de sol, ela acordou cedo,
com aquela idéia de ontem, à beira do mar sobre os anjos e suas trombetas mágicas,
sobre a midia da comunicação e mundos virtuais...
Levantou-se abriu a cortina, não olhou a rua lá embaixo,
muitas crianças brincava já por ali, alegres
com seus presentes e algazarras.
Pássaros imitavam as crianças, cantavam.
Ainda não tinha saido do quarto quando ouviu
um som muito forte de uma Trombeta...
Seu coração disparou e nem uma razão sequer o replicou:
Com certeza era coisa do Arcanjo Gabriel...
De anjo que amava muito,
mesmo sem conhecer toda a história
porque com certeza ela havia omitido detalhes
os mais graves... a trombeta estava tocando lá fora...
Seus passos foram muito lentos até a janela..
quase uma eternidade de sofrimento
para ver la fora, para ouvir o coração da mãe,
para sentir seu amor, mesmo depois de morta.
Nem precisava ver o anjo mas desejou
e viu... aproximou-se da janela e olhou lá em baixo,
um anjinho pobre e feio, pequenino, filho do vizinho,
muito feliz tocava aquela trombetinha que tinha
ganhado de presente de papel noel e quando a viu
na janela se exibiu muito mais ainda,
tocou, dançou, rebobou, sorriu!
mostrou a trombeta e saiu correndo, voando
de felicidade...como faz qualquer criança
comemorando a alegria da vida.
Mas assim, tão simples assim...!
Postado por Astrologia e tarot às 02:15 0 comentários
ofenças absurdas, o pai numa noite
sem estrela, morreu na casa nova da colina...
próximo a fonte dagua. (todos os vivos, morrem)
pode ser que morram tristes
por não conseguirem isto ou aquilo,
mas muitas coisas, conseguiram e
delas vão se lembrar.
Todos sofreram... muito mais, aquela filha
Muito mais a mãe dela, os filhos e todos
tinham culpa e sentiam, isto.
A morte nunca vem sozinha,
assim como a vida...alguém acaba participando.
Os dias de luto passaram,
e logo todos esqueceram. Menos a mãe, a filha...
Disse a filha: Mãe, você perdoa, pela morte do papai,
você compreende que eu não podia fazer nada,
não tinha como doar a fonte de água para ele.
A mãe respondeu serenamente: Perdoo sim, minha
filha, desde que você faça a vontade do seu pai
e cumpra sua promessa, me doe as terras da fonte,
era o único desejo do seu pai, em vida.,,
E o leitor percebeu que a guerra recomeça.
A mãe quer a fonte que já levou o pai.
Porque será que a fonte dos desejos
não fecha, mesmo diante do perigo...
Os dias passaram e a filha não fez a absurda vontade dos pais.
correu o risco...
continuou um clima triste e de desafio,
muito alem de qualquer racionalidade.
No mesmo ano, a mãe morreu... já não olhava
mais nos olhos da filha, enquanto pensava.
e seu pensamento mesmo depois de morta,
continuava intacto... queria a fonte...
morreram de pirraça, de teimosia pensava a filha
no âmago de sua sorte.
Vieram a fúria dos irmãos e da consciência.
E de repende tudo parece que ia por água abaixo,
5 anos passados estavam pobre e enlouquecidos,
doentes e sem esperança. Parecia Jo renascido
em suas tristes lembranças.
A fazenda abandonada e invadida,
por vândalos, pelos próprios irmãos e conhecidos,
que nada construiam, só destruiam.
Davam-lhes esmolas, enquanto eles vendiam
tudo mas tudo acaba depressa e logo nada resta
se não a estrada outra vez...
Ela voltou para o sul...uma lembrança em sua mente,
das terras onde seus pais eram felizes,
procurava mesmo isto em suas memórias,
para consolo e nada mais.
E o resto tudo abandonou de vez...
mas nem sempre se morre porque causa do que se fez...
às vezes, se tem que suportar as consequências.
Joanita não teve dúvidas, diante da insistência
da Mulher que sofria, pedindo para que ela questionasse sua mãe morta
sobre o perdão...
Não se trata de piedade pois tais problemas ou semelhantes
são problemas de todos, principalmente
quando se perde um ente querido ou quando
se tem de deixa-los...!
Você pode falar com os mortos... disse a mulher!
Posso, respondeu Joanita, todos podem, cocluiu, e sabem disto.
Mas assim como eu, ninguém sabe a resposta.
Se os mortos querem e podem falar com os vivos.
Insistiu a mulher: É só um um SIM, de perdão,
não preciso mais nada, que me diga sim...
consiga um sim pra mim... sim.
Joanita entendeu que a situação era muito mais grave,
e pensou como se pensasse para si mesmo,
como se precisasse também daquele sim.
Está bem, vou tentar... Conhece o Arcanjo Gabriel...
Pois ele é especialista em midias e boas novas,
porta voz milenar em comunicação de coisas impossíveis
e possui autoridade sobre uma legião de anjos,
especialmente os anjos da guarda,
cada um tem o seu...!!!!!!!!!!!!
Quem sabe o Arcanjo possa te ajudar. Um simples sim!
Mas como vou compreender este sim, disse a mulher,
agora mais tranquila.
Função básica de anjo numa situação desta...
O que um anjo faria, aliás o que ainda fazem hoje...
"Tocam trombeta" linguagem brilhante e de facil entendimento"
Vamos combinar uma senha...
Se sua mãe a perdoou um anjo, amanha , tocará uma trombeta
em sua janela, certo... assim, agora você irá para casa
e esperará o amanhã, com este anjo, lhe dando boas novas.
Pareceu uma grande idéia, as duas estavam animadas, aparentemente.
Amanhã era o dia de natal,
onde se tem um tempo mágico para dar, receber e desembrulhar presentes,
para compartilhar alegrias do coração e esperanças.
Se tem mágica para papai noel... tem mágica
para outras vidas paralelas, tais como anjos,
tão amados e tão invocados na guarda e proteção
de nossas pessoas, em nossas ladainhas e rezas
jamais duvidamos deles.
No dia de natal... foi muito facil para o Arcanjo Gabriel
Aproveitou-se da euforia dos presentes e mandou seu anjo ao trabalho.
Manhã de sol, ela acordou cedo,
com aquela idéia de ontem, à beira do mar sobre os anjos e suas trombetas mágicas,
sobre a midia da comunicação e mundos virtuais...
Levantou-se abriu a cortina, não olhou a rua lá embaixo,
muitas crianças brincava já por ali, alegres
com seus presentes e algazarras.
Pássaros imitavam as crianças, cantavam.
Ainda não tinha saido do quarto quando ouviu
um som muito forte de uma Trombeta...
Seu coração disparou e nem uma razão sequer o replicou:
Com certeza era coisa do Arcanjo Gabriel...
De anjo que amava muito,
mesmo sem conhecer toda a história
porque com certeza ela havia omitido detalhes
os mais graves... a trombeta estava tocando lá fora...
Seus passos foram muito lentos até a janela..
quase uma eternidade de sofrimento
para ver la fora, para ouvir o coração da mãe,
para sentir seu amor, mesmo depois de morta.
Nem precisava ver o anjo mas desejou
e viu... aproximou-se da janela e olhou lá em baixo,
um anjinho pobre e feio, pequenino, filho do vizinho,
muito feliz tocava aquela trombetinha que tinha
ganhado de presente de papel noel e quando a viu
na janela se exibiu muito mais ainda,
tocou, dançou, rebobou, sorriu!
mostrou a trombeta e saiu correndo, voando
de felicidade...como faz qualquer criança
comemorando a alegria da vida.
Mas assim, tão simples assim...!
Postado por Astrologia e tarot às 02:15 0 comentários
Merry Christmas to all my friends from LiveJournal and happy new year...!
Do seu canto,
seus cabelos de faraó...
com espanto,
nem exclamou ÓH!
O mestre das maestrias
tem toques sim,
exclamou a autora.
Dostoieviski criava seus personagens
amparados na vida.
Confiava-lhes a missão
de revelar a saga do corpo e da alma
com fidelidade espantosa
a toda prova de qualquer tempo.
Não os temia,
nem ao seu carater impecável
que a vida vivia
de glórias e dores,
com leveza insuportável.
Cada um deles tinha corda e sino,
uma mensagem que perpassa
o tempo e as viagens humanas
para depois de tudo,
ainda, nos encontrar aqui
no presente da vida.
Dostoieviski retrata-a simplesmente
como Van Gogh se auto retratou!
A autora se inspira neles,
em alguns, destes sensíveis gênios da humanidade
para ganhar vida e doa-la aos seus personagens,
que são rescem nascidos.
segundo ela, destinados ao trabalho e à confiabilidade.
E ainda declara:
Sou aprendiz de seu povo,
de seu povo nação, pelo mundo,
sou aprendiz de seus personagens,
de suas paisagens,
tão presentes em nossos trópicos.
Sou eterna aprendiz de sua confiança e coragem.
de amor sincero e de sua esperança
por este caminhar eterno
de efemeridades.
Os personagens da autora Dona Joanita e seu Pablo
estão crescendo no mundo mágico,
a cada instante que passa e seus instantes são muito rápidos,
ganham tempo e espaço para seus passos,
livre arbítrio, sem embaraço,
para abraçar a causa,
que na verdade é de todos.
A idéia que os move no momento pode
parecer assustadora, e até sem propósito,
mas nem chega a ser o outro lado
da meia noite, mas sim
uma porta giratória, sem paredes,
que concede à linha do tempo
um carater anti horário.
Além da vida, do trabalho e da confiabilidade
a autora pretende ganhar pureza de coração
e de racionalidade aos seus personagens,
uma vida digna de ser compartilhada,
e segunda a parte que lhe cabe,
a maior parte da verdade
de seus personagens será buscada
no relacionamento de amor
entre eles e seus leitores.
E dona Joanita e seu Pablo
tem muita coisa para conquistar,
no universo estranho e misterioso,
totalmente cobiçado por todo escritor.
seus cabelos de faraó...
com espanto,
nem exclamou ÓH!
O mestre das maestrias
tem toques sim,
exclamou a autora.
Dostoieviski criava seus personagens
amparados na vida.
Confiava-lhes a missão
de revelar a saga do corpo e da alma
com fidelidade espantosa
a toda prova de qualquer tempo.
Não os temia,
nem ao seu carater impecável
que a vida vivia
de glórias e dores,
com leveza insuportável.
Cada um deles tinha corda e sino,
uma mensagem que perpassa
o tempo e as viagens humanas
para depois de tudo,
ainda, nos encontrar aqui
no presente da vida.
Dostoieviski retrata-a simplesmente
como Van Gogh se auto retratou!
A autora se inspira neles,
em alguns, destes sensíveis gênios da humanidade
para ganhar vida e doa-la aos seus personagens,
que são rescem nascidos.
segundo ela, destinados ao trabalho e à confiabilidade.
E ainda declara:
Sou aprendiz de seu povo,
de seu povo nação, pelo mundo,
sou aprendiz de seus personagens,
de suas paisagens,
tão presentes em nossos trópicos.
Sou eterna aprendiz de sua confiança e coragem.
de amor sincero e de sua esperança
por este caminhar eterno
de efemeridades.
Os personagens da autora Dona Joanita e seu Pablo
estão crescendo no mundo mágico,
a cada instante que passa e seus instantes são muito rápidos,
ganham tempo e espaço para seus passos,
livre arbítrio, sem embaraço,
para abraçar a causa,
que na verdade é de todos.
A idéia que os move no momento pode
parecer assustadora, e até sem propósito,
mas nem chega a ser o outro lado
da meia noite, mas sim
uma porta giratória, sem paredes,
que concede à linha do tempo
um carater anti horário.
Além da vida, do trabalho e da confiabilidade
a autora pretende ganhar pureza de coração
e de racionalidade aos seus personagens,
uma vida digna de ser compartilhada,
e segunda a parte que lhe cabe,
a maior parte da verdade
de seus personagens será buscada
no relacionamento de amor
entre eles e seus leitores.
E dona Joanita e seu Pablo
tem muita coisa para conquistar,
no universo estranho e misterioso,
totalmente cobiçado por todo escritor.
Sobre os personagens - Maria Melo
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Personagens das histórias contadas por conchinhas do mar
tem cordão umbilical... de um modo ou outro
estão ligados a uma vida, a uma personalidade,
especialmente a um tempo
que pode ser presente, passado ou futuro.
Guardarão traços de pessoas simples,
de pessoas complexas, de pessoas próximas
de pessoas distantes,
de pessoas indigestas e pessoas amantes.
Autora traduz desta forma sua homenagem
ao convivio que teve, que tem, e que terá
sempre com seu semelhante,
não importa, nem mesmo qualquer desigualdade.
O tema explorado ainda que superficialmente,
é Jung, toque leves,
suaves, sutis, e às vezes, profundos...
vão incorporando aos poucos, seus personagens.
Também Kafka, Dostoieviski...
Maria Melo declara: Sento-me à mesa e como
com eles, todas as coisas da vida que eles comem.
seus prazeres e alegrias, suas dores, e seus males.
E não me importa ao contrário, me concede honras,
todo este tempo que tenho e que com eles consumo.
Meus personagens são vidas vivas,
estorias irreais, imaginárias,
vividas,
intensamente, tanto quanto,
as histórias naturais.
Compreendo toda imaginação como um universo vivo,
fumegante, causando sensações que vão
animar todos os sentidos, inclusive,
os ainda não compreendidos e que
abortar tais mundos, é ainda impossível,
Pois não há neurocirurgias capaz
de fazer isto sem destruir a biologia
da vida e mutilar seus neuronios e
músculos e apagar suas
possibilidades de reprodução.
Aqui procura a autora desvendar
um mistério, científico, biológico e até espiritual.
O preço a pagar é a pesquisa lenta,
o trabalho continuo,
a busca sem preconceito,
a arte oferece todos os pre requisitos,
aos homens que sonham
com um lugar mais humano,
mais divino, mais animal e mais natural,
Assim deixar para sempre a lenda
do inferno imutável,
de seu diabo, paranormal,
e eterno e de seu poder indestrutível,
e perder o medo de perder o pouco tempo
arriscar todos os passos numa
construção... ainda que não fique
pronta mas que fique estruturada.
Meus personagens confabulam
comigo nesta obra artística,
que de muito grande e nobre
só tem mesmo os grandes e nobres
amigos.
Na verdade eu não contei aos leitores
um fato óbvio:
Dona Joanita e seu Pablo começaram a sentir coisas.
Mas é tão óbvio que todos já perceberam.
São coisas comuns que todos sentem...
Coisas cheias de mistério e de química.
Com um quê de animal e um quê de divino.
Eles não resistem... durante a semana
a autora apenas observou, ambos!
Dormem mal, sonham pouco, comem muito.
Não pensam em nada.
Seu Pablo está olhando para Dona Joanita
e sente desejo, ele sempre soube como
saciá-los antes de conhecê-la mas agora
já não sabe mais... parece que ela sabe.
E é isto que ele está sentido...
Que ela cuide de tudo enquanto ele sonha...
Ela, Dona Joanita que nem sonhava mais,
está horrivelmente incomodada.
Parece que quer fazer uma maldade consigo
mesma conferindo a outro o poder
de ser sua felicidade e alegria.
Quer mesmo que ele a olhe, tal como ela é.
Não pelas frestas da parede mágica,
mas pela grande conveniência e conivência da natureza,
que exibe sem restrição tudo que é
e até o que não é!
O que não é Dona Joanita um bicho encoberto,
o que não é seu Pablo, outro bicho igualmente incoberto,
O que não são: vestidos em seda, ou mármore,
São ambos de uma matéria
muito etérea, de pele faminta,
de abraços e beijos, de pele sonhada, de pele dormida,
e acordada envolta em muitos desejos.
Não é preciso mais um dia, ou dois dias sofridos,
ou suportar 3 dias de agonia e silêncio,
sem ouvir a voz dele no ouvido,
Dona Joanita quer morrer...
mas quer morrer de amor por ele com ele...
Mas quem é verdadeiramente seu Pablo
Pois para ela ele não precisa de nenhum nome,
é só um homem... que ocupou um grande espaço
em sua vida... O lugar do falecido.
Dona Joanita é portanto assustadora.
Ela decide que vai conversar com ele.
Só parede, apenas parede entre eles.
É a primeira vez que ela chega tão perto da loucura.
E uma loucura tão secreta que jamais terá cura.
Não carece de remédio...
Porque é a loucura de uma idéia.
E se fizesse amor,
tal qual qualquer amor
não haveria nenhuma grande dor de recordação,
porque o amor na maioria das vezes, costuma ser bom,
e não deixar tristeza real no coração.
Mas seu Pablo é apenas a vítima de uma idéia,
E dona Joanita não consegue se desprender jamais de uma idéia,
que provavelmente é uma ideia de natureza biológica,
ou até espiritual, como queira, os estudiosos,
e ocupa uma imensa área física e psiquica em seu cérebro.
Secreta pensamentos dias noites,
numa atividade invisível que a torna
digna de alta espionagem.
Na sua casa, na sua sala, na sua mesa,
alem do pequeno livro, de movimentação diária,
dona Joanita tem outros talismãs...
xícaras, pratos raros, flores de romãs...
e chás, disto daquilo, de outras misturas
não confiáveis... Se isto leva à ... ela dona Joanita...
vai...e dona Joanita volta,
volta sem resposta... mas volta.
E como poderia amá-lo se ele está morto...
E ela sabe disto, ele também sabe,
mas se finge de morto para espioná-la,
porque não fingiria para amá-la.
E ela se o amava vivo, porque não o amaria morto...
E o mais absurdo de tudo
e que dona Joanita...
Questionava uma pregação
antiga
na qual um homem fora condenado à morte
e todos seus amigos ficaram indignados e disseram:
Como alguns entre nós consegue sorrir
ou se alimentar se logo, logo, nosso amigo morrerá...
E o amigo condenado disse:
O que sabes tu sobre a vida, para falar sobre a morte
de outra pessoa.
É pois a morte o segredo
que não teras jamais desvendado.
Seu Pablo se confundiu todo... por mais desejo
tinha dela horror e medo,
Por qual lama ou lodo teria aquela
mulher coragem de caminhar...
se vislumbrasse na frente, qualquer coisa
estranha dela desconhecida...
chamaria aquilo de sinal,
e com ou sem qualquer probalidade,
partiria por qualquer caminho,
sem qualquer temeridade, ou nenhuma coragem.
Buscaria mais que a ciência ou religião,
aquela ligação, aquela que faltava,
a sumida parte de si mesma.
E nisto unicamente, nisto Dona Joanita, tinha
em si mesmo o destino de uma Linha reta...
Porque no mais, toda a vida apresentava
muitas faces diferentes, conforme
o tempo desfilasse... mas naquelas idéias,
que eram parte da sua pele, de suas entranhas humanas,
e de suas suspeitas espirituais nada, nada mesmo
a desvenciliava.
Então, de que modo duas pessoas tão inteiramente
diferentes poderia chegar a qualquer tipo de amor...
Se todo amor natural presume a preserveção
de algo já existente... sem nenhuma proposta
de criar algo novo, inédito... apenas preservar
e se por acaso surgisse um amor rebelde,
com proposta de inovar... uma grande
onda deste mar primitivo trataria de o adaptar!
Ela não se explicava, sentimentos não se explica
se pratica por si mesmo,
como se fosse uma legião de entidade, viva
e capaz de promover qualquer coisa
que desejasse.E tudo, tudo mesmo em
função de uma idéia que ela ignorava,
desde quando, desde de onde, aquela idéia
a acompanhava.
Dona Joanita poderia amar Pablo, Pablo poderia amar Joanita,
se não houvesse um abismo entre eles.
E se Joanita conhecia o abismo,
ela não cruzaria sobre a ponte, jamais.
Quantas pontes houvesse por qualquer parte daquele abismo,
Joanita ignorava.
Ainda que fossem sábios os conselhos das multidões
que as pontes cruzavam e ela reconhecesse,
tentava a todo instante conhecer
o que era obviamente impossível.
O Abismo que entre eles estava.
Você acredita que Joanita e Pablo vão se amar...
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